Carnaval: da carne às cinzas!

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carnaval: da carne às cinzas!Não é de hoje que o carnaval acontece. Ele existe desde sempre. Desde os egípcios, que homenageavam a Deusa Ísis e o Touro Ápis. E sabemos também que o carnaval é a maior festa popular do Brasil onde tudo é permitido, afinal, é carnaval.

Se formos analisar bem o que acontece durante o carnaval, existem mais perdas do que ganhos. E que fique bem claro que este é o meu ponto de vista e se você pensa diferente de mim, está tudo bem. Não quero dizer o que é certo ou errado pra você, apenas quero fomentar um pouco de consciência sobre este período de festas. Cada um faz da sua vida aquilo que julga ser adequado.

Tenho 27 anos e sempre pulei para bem longe do som dos tambores, para um lugar tranquilo, em meio à natureza, longe das multidões que buscam apenas a festa da “carne”. Mas, durante quatro carnavais, eu pulei pra dentro da farra e caí na avenida. Então, eu sei o que acontece dos dois lados.

A festa da carne

Muitas pessoas conseguem se divertir de maneira saudável e consciente durante este período que desperta em nós o desejo em estarmos reunidos com os amigos, buscando a diversão e alegria. Se de um lado vemos pessoas querendo se divertir de maneira saudável, do outro lado muitas pessoas são influenciadas pela sensação de que tudo é permitido e é ai que mora o perigo, afinal, as pessoas acabam cometendo vários excessos de: bebida, droga, sexo, briga, assédio, roubo e, em alguns casos, chegam até a morte.

É claro que desejos sexuais são inerentes à natureza humana, embriaguez, violência e mortes acontecem o ano todo. Mas, no Carnaval, estamos mais suscetíveis aos “prazeres da carne”.

Comportamentos estes que são cheios de vazio, onde nada preenche e que nos causam a tal da “ressaca moral” quando acordamos na quarta-feira de cinzas e nos lembramos de tudo que fizemos dentro da nossa falsa “liberdade”. Liberdade que nos prende a comportamentos involuntários que não refletem àquilo que muitas vezes nós somos, mas que no êxtase do momento reagimos de uma forma inconsciente.

Existe algo que verdadeiramente é capaz de nos preencher: o amor e a liberdade de poder dizer SIM e NÃO sem estarmos sob efeito de qualquer substância.

A falsa felicidade que nos vendem durante os quatro dias de folia, me mostra que somos convidados à colocarmos máscaras de alegria e felicidade apenas nesses quatro dias. A escolha de vivermos em liberdade, sem máscaras é única e exclusivamente nossa. Por isso desejo que você faça a melhor escolha e tente ser feliz todos os dias do ano, parafraseando a cantora Pablo Vittar, “eu não espero o carnaval chegar pra ser…feliz. Sou todo dia.”

Infelizmente, para muitos que festejaram somente a “carne”, o Carnaval acabou, a alegria também, agora, nessa quarta-feira, só restam cinzas…

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Júlia Audi

Master Coach, escritora, empreendedora e radialista.
Júlia Audi

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