Morte: ela jamais será o fim!

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a morte jamais será o fim

“A Juliana morreu! A Juliana morreu!”

Foi assim que recebi a triste notícia da morte de minha irmã, às 22h30, no dia 23 de julho de 2016. Passei boa parte da minha vida – e ainda passo – evitando a morte. Sempre pedi pra Deus me levar antes de qualquer pessoa da minha família, mas não foi assim que Ele quis.

A morte é uma coisa estranha e incompreensível. Ficamos ainda mais indignados quando ela chega para pessoas jovens ou para aqueles que teriam “a vida inteira pela frente”. Minha irmã não teve essa chance.
Viveu apenas 32 anos. Mas como dizem seus amigos “a Juliana viveu 100 anos em 32 anos”. Ela viveu tudo o que tinha pra viver. Era uma pessoa que sempre estava feliz e disposta a fazer da vida uma eterna festa. Viveu como se jamais fosse morrer. Viveu cada dia como se fosse o último de sua vida, até que o último dia chegou.

Que a coragem dela sempre nos lembre que a humildade e o perdão podem nos levar muito além, e que jamais nos esqueçamos dela, que amou e viveu como se não houvesse amanhã. Com minha irmã aprendi o significado das coisas que realmente importam e ela me deixou uma das lições mais importantes para viver nesse mundo maluco: aceitar e amar. Era isso o que ela queria. Era isso o que ela precisava.

Tenho a fé e a esperança de que a morte não é o fim. A morte é apenas um sono profundo. É consolador pensar nessa comparação e saber que os mortos estão dormindo, o que nos dá a ideia de descanso da dor e do sofrimento. Desta maneira, a morte deixa de ser um mistério, e não precisamos mais ter medo dela.

Bem disse Billy Graham: “A morte não é o fim, mas o começo de uma nova dimensão de vida – a vida eterna (…) Pela sua ressurreição de entre os mortos, Jesus demonstrou que existe vida após a morte.”
E também o poeta Herman Hesse: “O chamado da morte é um chamado de amor. A morte pode ser doce se respondermos positivamente, se a aceitarmos como uma das grandes formas eternas da vida e da transformação.”

Quando perdemos alguém que amamos de forma violenta é uma ferida que precisamos tirar o band-aid para quem um dia pare de doer, mas nunca irá cicatrizar e, dependendo do dia, voltará a sangrar. Nenhuma dor é eterna. A vida sim, essa é eterna porque Jesus morreu e ressuscitou para conquistar a eternidade das nossas vidas e a brevidade da nossa dor. Todos os dias eu digo: Senhor, troco a minha dor e a minha saudade pela tua PAZ. É assim que eu consigo viver mais um dia. E é assim que eu penso ao acordar: hoje é menos um dia para o breve reencontro com minha irmã. Só Deus tem o poder de enxugar dos nossos olhos toda a lágrima. Muito em breve Ele voltará e estaremos para SEMPRE com todos os nossos entes queridos.

“E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.” – Apocalipse 21:4

 

Júlia Audi

Master Coach, escritora, empreendedora e radialista.
Júlia Audi

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