Quando a nossa mente “trava”

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quando a nossa mente trava

Através do Empodera.Mente busco mostrar que é possível empoderarmos nossa mente, nossos pensamentos, nosso corpo, enfim, nossa vida. A palavra empoderamento está muito batida, mas eu só fui entender o significado desta palavra, quando decidi me empoderar.

Eu comecei a lidar com as perdas da vida muito nova e, ontem, numa sessão de devolutiva de perfil comportamental, o teste revelou o tamanho da resiliência que tenho em superar perdas. Fiquei surpresa, porque pensei que eu não fosse capaz de lidar tão bem assim com as perdas.

Mas, analisando racionalmente, eu até que sei lidar bem. Não que eu goste, ninguém gosta de perder nada, muito menos pessoas, mas, como eu disse, aprendi muito nova a perder.

No líquido cenário da vida moderna é muito simples reiniciar computadores e celulares, mas como faz para reiniciar a nossa mente?

Quando a nossa mente trava, quando perdemos pessoas que amamos, quando somos demitidos, quando estamos quebrados por dentro, quando estamos deprimidos, sem chão, sucumbidos, não conseguimos nos reiniciar tão facilmente.

Conheci e conheço muitas pessoas que estão “travadas” para a vida. Alguns, nem é possível mais reiniciá-los. Será?

Não há uma resposta fácil a essa pergunta, embora ela precise ser respondida e vá continuar sendo feita, à medida que as pessoas continuarem sofrendo sob o peso esmagador que é a vida.

Por que estou falando sobre isso? Porque minha mente já travou algumas vezes. Porque faço parte de uma geração inteira acostumada a apertar a tecla “deletar” quando tudo tá dando errado. Acostumados a ver resultados imediatos. Essa é a tal da modernidade líquida que Bauman tanto falou.

Vivemos na era dos likes, shares, cliques, views, matches, tudo muito instantâneo, basta um clique para termos aquilo que quisermos na palma das nossas mãos. Ganha-se de um lado: praticidade: Perde-se de outro: relações líquidas.

Mudar é possível, mas nenhuma pessoa funciona a partir de “cliques”, a mente não volta ao normal sem afeto, ternura, acolhimento, atenção, ouvidos atenciosos… tudo isso requer tempo, porque é quando as pessoas “travam” que precisamos cuidar delas com mais amor, carinho, paciência.

Pessoas precisam de toques e não de cliques. Precisam de abraços e não de shares. Precisam de palavras de incentivo, de confiança e não de views. Diferente das máquinas que podem ter suas memórias trocadas ou aumentadas, nós, seres-humanos, precisamos de lubrificação para lidar com as engrenagens da nossa mente. E essa lubrificação tem nome: amor e empatia.

Por isso, se seu pc travar, reinicialize-o, mas, se alguém próximo a você “travar” seja empático, ajude-o a recuperar os arquivos que foram danificados, às vezes, isso leva muito tempo, outras vezes não.

Foram às pessoas que se sensibilizaram comigo quando minha mente “travou” que conseguiram me encorajar a prosseguir. Por isso, não gaste tempo com computadores, gaste tempo com pessoas. Precisamos de pessoas mais humanas. Precisamos de Amor.

Que na jornada da vida possamos olhar para trás apenas para buscar os que paralisaram e travaram diante da vida. Porque a vida não tem volta. Agora é só pra frente. E sem travar.

Júlia Audi

Master Coach, escritora, empreendedora e radialista.
Júlia Audi

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