Será que em 2018 as “womenwill”?

Tempo de leitura: 5 minutos

Há alguns dias vi uma divulgação na página do Facebook do Campus São Paulo – A Google Space, sobre o evento “Womenwill – Cresça com o Google”, imediatamente cliquei no link para saber mais informações.

A mensagem principal do link dizia: “você sabia que a taxa de desemprego entre mulheres é 30% maior do que entre homens? E hoje quase metade dos pequenos negócios no Brasil são lideradores por mulheres?”

Continuei minha leitura e fiquei super animada com o treinamento que eles estavam oferecendo para nós, mulheres. Era o evento ideal para aprender sobre: liderança feminina, técnicas de negociação, finanças pessoais, ferramentas e soluções digitais do Google para mim e meu negócio. E ainda ter a oportunidade de conhecer histórias de mulheres inspiradoras. E que histórias lindas eu ouvi.

Era um evento gratuito oferecido pelo Google e apenas 100 mulheres seriam selecionadas. Me inscrevi, mas sem muita esperança de ser uma das escolhidas, afinal, existe muita mulher foda com projetos incríveis e eu não estava considerando o meu projeto tão sensacional assim para ser selecionado. Mas, para minha surpresa, fui uma das selecionadas. Tentem me achar no meio dessa mulherada aí.

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Empoderamento Feminino

Este foi um dos termos mais procurados nos últimos anos e em 2018 ainda estará muito presente. Mas mesmo com tanta visibilidade, ainda encontramos pessoas e empresas altamente conservadoras que criam barreiras com relação à liberdade das mulheres. Mas, será que você sabe o que é empoderamento feminino?

Segundo o dicionário, empoderar significa “conceder ou conseguir poder; obter mais poder; tornar-se ainda mais poderoso”. Por vir do inglês empowerment, Paulo Freire foi o primeiro a traduzir o termo para o português e para ele empoderamento é:  “a capacidade do indivíduo realizar, por si mesmo, as mudanças necessárias para evoluir e se fortalecer”.

Ou seja, empoderar uma mulher significa torná-la mais forte, fazer com que elas reconheçam de que são capazes, para então poder começar a realizar mudanças tanto na vida pessoal quanto na profissional.

Apoio da ONU

Em 2010, a ONU lançou os princípios de empoderamento das mulheres, a fim de pôr em prática seus propósitos para um mundo melhor. São eles:

  1. Estabelecer liderança corporativa sensível à igualdade de gênero, no mais alto nível.
  2. Tratar todas as mulheres e homens de forma justa no trabalho, respeitando e apoiando os  direitos humanos e a não-discriminação.
  3. Garantir a saúde, segurança e bem-estar de todas as mulheres e homens que trabalham na empresa.
  4. Promover educação, capacitação e desenvolvimento profissional para as mulheres.
  5. Apoiar empreendedorismo de mulheres e promover políticas de empoderamento das mulheres através das cadeias de suprimentos e marketing.
  6. Promover a igualdade de gênero através de iniciativas voltadas à comunidade e ao ativismo social.
  7. Medir, documentar e publicar os progressos da empresa na promoção da igualdade de gênero.

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“Lugar de mulher é onde ela quiser”

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Quando damos a oportunidade para uma mana conquistar seus espaços, seja de fala ou de trabalho, também estamos desconstruindo o machismo nosso de cada dia. Mana, aplicar o empoderamento em sua própria vida, é saber que você está participando da história, fazendo história. É trabalhar sua autoconfiança para que você tenha força para seguir seus objetivos. É fazer o mundo perceber o seu valor. E as pessoas só nos dão valor quando nós nos valorizamos.

Uma mulher empoderada é capaz de encorajar outras mulheres a fazerem o mesmo ao decidirem que: lugar de mulher é onde ela quiser. E isso só acontece quando respeitamos umas às outras. Quando deixamos de lado o patriarcado que tanto nos oprime para levantarmos outra mulher, isso é sororidade.

Chega de acharmos outras mulheres como uma ameaça. Chega de rir de piadas machistas apenas para sermos consideradas legalzonas. Chega de acharmos que a culpa é da vítima. Chega de fechar as portas para outras mulheres. Chega de fazer com que outra mulher se sinta incapaz, feia ou gorda. Chega de fortalecer o machismo. Chega de silenciar os abusos físicos, psicológicos ou verbais. Chega.

As “womenwill”

Quando penso que, juntas podemos ir muito mais longe, só me resta desejar que em 2018 e nos anos seguintes, nós, mulheres, possamos ir ou estar:

  • em qualquer lugar sem medo;
  • em qualquer lugar sem sofrer ameaças;
  • em qualquer lugar sem sofrer discriminação por conta do nosso gênero;
  • vestidas com as roupas que quisermos sem medo de sermos estupradas;
  • em um mundo onde não tenhamos nenhum direito a menos por ser mulher;
  • em lugares vulneráveis para dar voz e vez para para mulheres;
  • em uma sociedade que nos dê plena liberdade e autonomia sobre nossos corpos;
  •  em todos os lugares!

O mundo ideal que sonhamos e almejamos está longe, o caminho ainda é longo para que nossa sociedade se torne cada vez mais igualitária. Mas são estas empresas que buscam e prezam pela diversidade, assim como o Google, que  tornam tão importante o protagonismo feminino, pois ele devolve às mulheres a capacidade de escolher o lugar onde querem estar. E nós queremos estar em todos os lugares.

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Júlia Audi

Master Coach, escritora, empreendedora e radialista.
Júlia Audi

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