Você também sofre da síndrome do impostor?

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Ontem, conversando com um amigo, ele me disse que a maioria das pessoas estão sofrendo por causa da síndrome do impostor. Sabe aquela foto sorridente que foi postada nas redes sociais, mas que na vida real a pessoa está completamente destruída? É fake. Impostora. Relaxa, porque todos nós, de alguma forma já fizemos isso também. Vivemos numa sociedade em que o importante é fazer a roda continuar girando. E assim vamos nos desumanizando, sedentos pelos jogos vazios dos “likes” e “shares”.

você também sofre da síndrome do impostor?

Estava caminhando esses dias pelo centro de São Paulo, quando me deparei com o meu próprio reflexo na vitrine de uma loja. Eu fiquei me olhando por alguns segundos e parecia que eu não reconhecia mais aquela pessoa que estava ali. Fiquei pensando: em que momento da minha jornada eu me perdi?

Foi quando eu me dei conta de que nessa vida frenética em que vivemos não há mais espaço para conversas profundas, parar tudo o que estamos fazendo e olhar demoradamente bem no fundo dos olhos de uma pessoa. Criar relações profundas? Quê? Cê tá louca, Júlia? Não dá. Estamos exaustos, sem paciência, não temos tempo.

Palavrinha concorrida e que eu tenho falado muito nos últimos meses: não tenho tempo. Não tenho tempo para me entregar. Não tenho tempo para abraçar. Não tenho tempo para conversar. Não tenho tempo para Amar. Não temos tempo. Todos são lentos demais e na nossa rapidez, acabamos perdemos a nossa capacidade de troca. Trocar olhares. Trocar sorrisos. Trocar afetos. Trocar sonhos. Trocar abraços. Trocar pensamentos. Trocar ideias. Trocar.

Nos esquecemos que felicidade não é status, nem dinheiro, nem fama, nem poder, mas sim, quais foram as relações mais importantes e significativas que construímos ao longo da nossa jornada. Precisamos compreender que a felicidade depende muito pouco de fatores externos. Tudo pode ir bem ou tudo pode ir mal, e isso às vezes pode nos desestabilizar. Mas conseguir manter a nossa luz interna em meio ao caos que existe ao nosso redor é o que ilumina a vida. Pode ser que não dê certo. Mas que possamos seguir tentando.

Porque aprendi que não é feio procurar ajuda, fazer terapia, ir ao psiquiatra, tomar os remédios necessários. Feio é continuar arranjando desculpas para não se tratar, é se contentar com uma vida “fake” cheia de likes vazios, simplesmente por medo de admitir suas fraquezas ou de mexer nas suas feridas mal curadas.

Bem disse meu mais novo amigo, o Carlos Bregantin: Jesus não prometeu resolver todos os meus problemas, prometeu estar comigo e aliviar os pesos na jornada. É o que precisamos. Companhia. E este mundo está urgentemente precisando de uma mão. Talvez você esteja precisando de uma mão. Cuide-se enquanto dá tempo. Ame-se, ainda dá tempo.

Júlia Audi

Master Coach, escritora, empreendedora e radialista.
Júlia Audi

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